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Trabalho / promoção do património / IMC: Lojas de Museus / Linha do bebé

A linha do bébé do IMC surge a integrar a já extensa colecção de objectos à venda nas lojas dos museus que tutela, entre réplicas e outras peças inspiradas nas suas colecções.
Trata-se de um projecto único de concepção de uma série de objectos que servem a interacção dos bébés com o mundo à sua volta, um universo muito particular que merece ser enriquecido com o imenso mundo de imagens que encontramos nos museus do IMC.

O que motiva a execução deste tipo de projectos está relacionado com a cada vez maior atracção do mercado de consumo pela novidade, mas sobretudo a progressiva concentração e investimento na qualidade de vida pessoal, no uso personalizado dos objecos do quotidiano, por mais utilitários que estes se queiram. Este favorecimento das formas visualmente ricas tem a ver com a cada vez maior exigência de integração do princípio do prazer, do elemento lúdico, no quotidiano, de forma a tornar o gesto diário o menos banal possível.

Faz todo o sentido, nesta perspectiva, pensar numa linha de objectos para o quotidiano do bébé; a crescente consciência da maternidade e da paternidade, a concentração que hoje em dia se verifica em torno da socialização da criança, da necessidade de lhe dar um mundo, confere uma redobrada pertinência a projectos como este. O destinatário principal desta linha é, então, a relação adulto-criança, constituindo uma referência na interacção e estimulando o processo de apropriação pela criança, uma vez que os objecos são pensados à medida das competências dos bébés.

Assim, o ponto de partida para a exploração desta ideia foi estudar e funcionalizar o que nos bébés constitui o conjunto de referências, ao nível sensorial, que lhes dá a sua forma de comunicar com o mundo à sua volta: a côr, a textura, o contraste, a forma, o ruído / som, enfim, os estímulos sensoriais dos bébés teriam um papel determinante na criação dos objectos. A par destas referências, definiu-se um conjunto de formas básicas, facilmente apreensíveis pelas crianças, com características e tipologias diferentes, que permitissem incorporar o acervo dos museus. Estas formas funcionariam como elos de ligação entre o bébé e o museu, uma vez que introduzem diferentes abordagens plásticas, técnicas de registo e materiais, através de manchas de pormenores de texturas e cores. Finalmente, esta combinação de forma básica e textura serviria de ponto de partida para um desenho figurativo que ligaria este universo visual à realidade concreta (a criação de personagens), de modo a estimular a relação adulto-criança num ambiente diversificado, próprio dos museus do IMC. Dos vários contextos possíveis de interacção com o bébé, e da variedade temática existente, a linha do bébé começou pela alimentação e pela brincadeira, com o tema dos animais. Seguindo o processo de concepção atrás descrito, os animais são desenhados a partir de formas geométricas elementares — o triângulo, o círculo, etc. —, que são preenchidas com imagens retiradas dos museus do IMC, imagens estas que dão textura à forma, e assim também dão corpo ao animal. Descobrir a figura, aprender a partir dela e com ela é um trabalho que se desenvolve ao longo de dois, três anos. Os animais que estão nos pratos de porcelana poderão servir de estímulo para se contarem histórias de animais relacionadas com a comida: a lebre e a tartaruga e a velocidade ou rapidez a comer, a raposa e a cegonha e o apetite…

O jogo de puzzle, com as mesmas figuras de animais, ajuda a contextualizar uma vez mais a curiosidade da criança nas texturas visuais das imagens dos museus do IMC. Aqui há também o cuidado acrescido com a embalagem do jogo, de plástico, que é fácil de manipular, que tem uma textura suave, mas ruidosa, despertando a atenção das crianças.

O campo está aberto a outros contextos, igualmente férteis, do quotidiano do bébé, como, por exemplo, a leitura, a brincadeira, o banho ou o sono.
 
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Maybe one day i'll learn Portuguese, until then, switch me to English.